Botequim ordinário, onde se vendia o café a dez reis cada xícara.

07
Out 11

LISBOA

 

No bairro de Alfama os

eléctricos amarelos cantavam

nas calçadas íngremes.

Havia lá duas cadeias. Uma

era para ladrões.

Acenavam através das grades.

Gritavam que lhes tirassem o

retrato.

 

"Mas aqui", disse o condutor

e riu à socapa como se

cortado ao meio,

"aqui estão políticos". Vi a

fachada, a fachada, a fachada

e lá no cimo um homem à

janela,

tinha um óculo e olhava para o

mar.

 

Roupa branca no azul.

Os muros quentes.

As moscas liam cartas

microscópicas.

Seis anos mais tarde perguntei

a uma senhora de Lisboa:

"será verdade ou só um sonho

meu?"

 

* Prémio Nobel da Literatura 2011

 

Selecção de Poemas - Tomás Salavisa

publicado por Café de Lepes às 19:23

O vice-presidente da autarquia desta Terra é, simultaneamente, provedor da Santa Casa da Misericórdia, situação não muito bem aceite pela União das Misericórdias, que não vê com agrado a intromissão de políticos na sua esfera. O antigo Centro de Saúde, outrora Hospital da Misericórdia, sofreu grandes obras de remodelação que o transformaram radicalmente num edifício moderno e funcional, para se tornar, supõe-se, numa unidade  de cuidados continuados de saúde. Sucede que os jardineiros da Câmara andam a trabalhar nos espaços que rodeiam o edifício e viaturas da autarquia são vistas a transportar materiais  para as obras que ali estão a decorrer. Haverá, decerto, algum protocolo para este tipo de apoios, mas o cidadão comum, que cada vez mais se sente espoliado pelo Estado, não entende muito bem estas confusões entre instituições públicas e entidades privadas.

 

Tiago Paisana

publicado por Café de Lepes às 00:26

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