Botequim ordinário, onde se vendia o café a dez reis cada xícara.

20
Abr 11

AMOR

 

De um amor morto

sepultado no tempo

surge em condensação

duma afeição rara

a beleza do abraço

mais íntimo

mais voraz

mais nu

 

O arco-íris risca no firmamento

o desafio ao Sol

Brilha o luar mais do que a Lua

Sente-se o perfume da rosa

e não a rosa

É poesia a silenciosa

distância entre a emoção

e o seu canto

 

É poema ainda o já poema?

 

O amor talvez seja o que do nada resta.

 

 

Selecção de Poemas - Tomás Salavisa

 

 

publicado por Café de Lepes às 15:54

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