Botequim ordinário, onde se vendia o café a dez reis cada xícara.

01
Abr 11

(LARANJA, PESO, POTÊNCIA)

 

Laranja, peso, potência.

Que se finca, que se apoia, delicadeza, fria abundância.

A artéria pensa. As madeiras

incham, dão luz. Apuram tão leve açúcar,

tal golpe na língua. Espaço lunado onde a laranja

recebe soberania.

E por anéis de carne artesiana o ouro sobe à cabeça.

A ferida que a gente é; de mundo

e invenção. Laranja

assombrosamente. Doce demência, arrancada à

           monstruosa

inocência da terra.

 

Selecção de Tomás Salavisa

publicado por Café de Lepes às 00:48

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