Botequim ordinário, onde se vendia o café a dez reis cada xícara.

31
Mar 11

Estão a decorrer as candidaturas ao concurso nacional "7 Maravilhas da Gastronomia". Algumas autarquias aproveitam patrocinar essas candidaturas, apresentando o que de melhor, no campo gastronómico, existe no seu município. É um concurso que vai dar uma grande visibilidade aos concorrentes e, em consequência, aos respectivos concelhos. Embora, sejamos realistas, gastronómicamente esta Terra não tenha condições para se alcandorar às 7 Maravilhas, deveria aproveitar esta oportunidade para divulgar o seu nome, por um bom motivo, e não apenas, mal é o nosso, pelos fogos florestais. 

 

Tiago Paisana   

publicado por Café de Lepes às 00:37
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30
Mar 11

DESPONDENCY

 

Deixá-la ir, a ave, a quem roubaram

Ninho e filhos e tudo, sem piedade...

Que a leve o ar sem fim da soledade

Onde as asas partidas a levaram...

 

Deixá-la ir, a vela, que arrojaram

Os tufões pelo mar, na escuridade,

Quando a noite surgiu da imensidade,

Quando os ventos do Sul se levantaram...

 

Deixá-la ir, a alma lastimosa,

Que perdeu fé e paz e confiança,

À morte queda, à morte silenciosa...

 

Deixá-la ir, a nota desprendida

Dum canto extremo...e a última esperança...

E a vida...e o amor...deixá-la ir, a vida!

 

Selecção de Tomás Salavisa

 

 

publicado por Café de Lepes às 00:43
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29
Mar 11

AQUELE OUTRO

 

O dúbio mascarado - o mentiroso

Afinal, que passou na vida incógnito.

O Rei-lua postiço, o falso atónito

Bem no fundo, o cobarde rigoroso.

 

Em vez de Pajem, bobo presunçoso.

Sua Alma de neve, asco dum vómito -

Seu ânimo, cantado com indómito,

Um lacaio invertido e pressuroso.

 

O sem nervos nem Ânsia - o papa-açorda,

(Seu coração talvez movido a corda...)

Apesar de seus berros ao Ideal.

 

O raimoso, o corrido, o desleal -

O balofo arrotando império astral:

O mago sem condão - o Esfinge gorda...

 

Selecção de Tomás Salavisa

 

 

publicado por Café de Lepes às 00:25
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28
Mar 11

A PABLO NERUDA, DESPUÉS DE TANTAS COSAS

 

Era el tiempo del clavel pausado,

del mar siempre subido en primavera.

Tiempo del corazón, el tiempo era

del corazón al bien enarbolado.

 

Fue luego el tiempo del clavel armado,

del mar ya en sangre roto y sin ribera.

Tiempo del corazón en tolvanera,

del corazón al mal desmantelado.

 

Cuando el calmo clavel saltó en espada,

en sangre el mar ya sin frontal ni freno

y el corazón en polvo sacudido,

 

tú, flor, fuiste la flor más señalada,

tú, mar, el mar más amoroso y pleno,

tú, corazón, el más enardecido.

 

Selecção de Tomás Salavisa

publicado por Café de Lepes às 23:25
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26
Mar 11

ÁRVORES DO ALENTEJO 

 

Horas mortas...Curvada aos pés do Monte

A planície é um brasido...e, torturadas,

As árvores sangrentas, revoltadas,

Gritam a Deus a bênção duma fonte!

 

E quando, manhã alta, o sol posponte

A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,

Esfíngicas, recortam desgrenhadas

Os trágicos perfis no horizonte!

 

Árvores! Corações, almas que choram,

Almas iguais à minha, almas que imploram

Em vão remédio para tanta mágoa!

 

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:

- Também ando a gritar, morta de sede,

Pedindo a Deus a minha gota de água!

 

 

Selecção de Tomás Salavisa

 

 

 

publicado por Café de Lepes às 23:23
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25
Mar 11

Ontem, em Bruxelas, Pêpê afirmou alterar as taxas do IVA, no sentido de aumento, em vez de congelar as pensões de reforma, se vier a ser primeiro-ministro do nosso País. No ano passado, no seu livro Mudar, no entanto Pêpê escrevia que "os impostos indirectos tratam todos pela mesma medida, tanto pobres como ricos, razão porque são, nesse aspecto, mais injustos. É essa, aliás, a razão porque eu nunca concordei em taxar cada vez mais os impostos indirectos, nomeadamente o IVA.". 

 

David Pires 

publicado por Café de Lepes às 23:42
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24
Mar 11

Retomo o tema de ontem para referir que o argumento foi aprovado por cinco dos seis administradores do Circo. Em consequência as filmagens terão início em breve. Este filme tem a particularidade - que não é inédita - de ser conduzido por três realizadores, a saber: Aníbal Cavaco Silva - mostrou-se demasiado duro no discurso de tomada de posse, denunciando-se como homem de rancores e ódios, que não perdoa e que, tão breve quanto possível, usa a arma da vingança para com os seus concidadãos. Daí não ter aberto a boca no sentido de promover o diálogo entre as forças em confronto, desmentindo a sua promessa de uma magistratura activa. José Sócrates - despoletou a crise ao apresentar em Bruxelas um pacote de medidas restritivas sem as divulgar previamente a Belém e ao maior partido da oposição, quem brinca com o fogo queima-se. Pedro Passos Coelho - dirige um partido afastado da mesa do festim há demasiados anos, nota-se por lá muita fome e receando que, se a crise fosse vencida, tão depressa não provaria as vitualhas do banquete, não resistiu à pressão dos famintos e deitou para trás das costas os interesses do País. Que tipo de fita iremos apreciar lá para fins de Maio, começos de Junho, neste momento é uma perfeita incógnita. Estes realizadores, no entanto, pelos trabalhos já apresentados não nos merecem muita confiança.

 

David Pires 

publicado por Café de Lepes às 00:09
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23
Mar 11

Guterres com medo de se afundar no pântano que ele mesmo ajudou a crescer bateu com a porta. Durão Barroso impotente para enfrentar o buraco financeiro, que não foi capaz de diminuir,  partiu para um bom lugar na Europa, deixando o País a tremer perante a imagem de Santana Lopes. Sócrates, mais criativo, frente a dificuldades quase intransponíveis, concebeu um cenário dramático para airosamente sair de cena. Apresenta um PEC em Bruxelas, sem que em Portugal dê satisfações a ninguém, sabendo que essa atitude daria o pretexto definitivo para o PSD derrubar o Governo, o que há muito anseia. Dentro de poucas horas saberemos se este argumento passa mesmo a filme. Mas quem já está tramado, e continuará a sê-lo, qualquer que seja o governo que venha a nascer, é o Zé Povinho.

 

David Pires  

publicado por Café de Lepes às 14:50
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22
Mar 11

Desde meados de Fevereiro e prolongando-se até aos começos de Abril está a decorrer em Vila Nova da Barquinha o XVII Mês do Sável e da Lampreia com a adesão de sete restaurantes daquele concelho, aqui tão perto. Eu já lá estive e gostei, sobremaneira, do sável. Os apreciadores daqueles habitantes do nosso Tejo enchiam o restaurante onde saboreei uma excelente refeição de peixe frito. Nesta Terra, em tempos que já lá vão, chegou a existir um festival da lampreia, à rica, com um pavilhão que custaria rios de dinheiro, exclusivo de dois restaurantes. Acabou, como tudo aqui fenece. Desculpas esfarrapadas acompanharam o funeral. Será tão complicado montar umas jornadas gastronómicas durante um mês, uma quinzena, ou uma semana, para se saborear os frutos do Tejo. Não com um ou dois restaurantes, mas com todos aqueles que desejassem aderir a essa festa da gastronomia.

 

Tiago Paisana

publicado por Café de Lepes às 23:04
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21
Mar 11

ESPARSA

 

sua ao desconcerto do mundo

 

Os bons vi sempre passar

no mundo graves tormentos;

e, para mais m'espantar,

os maus vi sempre nadar

em mar de contentamentos.

 

Cuidando alcançar assim

o bem tão mal ordenado,

fui mau, mas fui castigado:

Assi que, só para mim

anda o mundo concertado.

 

Selecção de Tomás Salavisa 

 

21 de Março -- Dia Mundial da Poesia 

 

publicado por Café de Lepes às 15:51
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11
Mar 11

A penúria do Estado obrigou à publicação de variada legislação no sentido de limitar despesas, que incidem, sobretudo, nos funcionários públicos. Assim, com efeitos a partir do começo do ano, os reformados da Caixa Geral de Aposentações que estejam a exercer quaisquer funções remuneradas são obrigados a optar entre a suspensão do pagamento da pensão e a suspensão das remunerações durante todo o período que durar aquele exercício de funções. Especialmente nas juntas de freguesia desta Terra há muitas situações abrangidas por esta norma. Como naturalmente, as pensõs de reforma são superiores aos vencimentos autárquicos, terão que trabalhar "à borla". Será que isso irá acontecer. Ver-se-á a seu tempo.

 

Carlos Canas

publicado por Café de Lepes às 11:45
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09
Mar 11

O presidente do município de Proença-a-Nova acaba de informar que um grupo português vai instalar naquele concelho um complexo industrial destinado à produção de ovos e seus derivados. Essa unidade agro-industrial iniciará a sua laboração em 2012 e criará 64 postos de trabalho. A nova empresa entrará em velocidade de cruzeiro em 2014, contando, então, aumentar o número de trabalhadores. Longe vai o tempo em que Proença-a-Nova era muito inferior, em todos os parâmetros a esta Terra, no entanto, porque tem sido dirigida por autarcas dinâmicos e com visão de futuro, deixou, em termos de desenvolvimento, muito para traz o nosso concelho, que nos últimos anos se tem limitado a ver passar os veículos na A23.

 

Tiago Paisana

publicado por Café de Lepes às 23:12
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07
Mar 11

Há muito pouco tempo reabriu a Casa Leonel, o mais antigo estabelecimento comercial da vila, após longo período de encerramento por óbito do proprietário, No interior nada mudou, A única alteração visível e substancial é dada por uma montra agora repleta de plantas, com flores, muitas flores, Quando franqueámos a porta da loja, sentimos a sensação que esse Cavalheiro, que foi toda a vida o Senhor António Catarino, surgiria vindo do interior do estabelecimento para atender os clientes, após ser alertado pelo sinal sonoro implantado à entrada, Infelizmente tal já não é possível, Resta-nos desejar ao novo proprietário muitos sucessos comerciais nestes tempos de crise.

 

Mário Aleixo  

publicado por Café de Lepes às 23:41
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06
Mar 11

Nos últimos tempos muito se tem falado dos vencimentos dos gestores públicos, mercê de iniciativas apresentadas na Assembleia da República pelos partidos ali representados. Muito barulho para tudo ficar na mesma. Vem a propósito registar o que decidiu o PR Aníbal Cavaco Silva. Como é do conhecimento público o primeiro magistrado da Nação tem direito, há já muito tempo, a reformas milionárias. Face ao enquadramento legal actualmente em vigor, consequência dos cortes drásticos na despesa do Estado, o PR, como outros cidadãos, teve que optar entre vencimento ou reforma. Cavaco Silva que, muito recentemente, afirmou teria de se nascer duas vezes para ser igual a ele, optou por continuar a auferir as reformas a que legalmente tem direito, em vez de receber o vencimento de presidente da república que é bastante inferior àquelas. Está no seu direito. No entanto o cidadão comum também tem o direito de pensar que estando o Prof. Cavaco Silva na vida activa e se Deus quizer por mais cinco anos, deveria dar o alto exemplo de receber o salário correspondente ao desempenho das funções de primeiro magistrado do país, ainda que, por isso, a sua atitude representasse um elevado prejuízo financeiro para os seus bolsos. Os Portugueses apreciariam o seu gesto, os mesmos que sentem nos seus orçamentos, e de que maneira, o que custa um país pobre pagar aos seus políticos reformas de país rico.

 

David Pires

publicado por Café de Lepes às 00:27
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05
Mar 11

Só um ex-vereador do partido no poder foi capaz de arrancar os membros da Assembleia Municipal do seu casulo. Eu teria gostado, que à semelhança do que sucede com a Assembleia da República, os alunos da Secundária tivessem antes ido ao salão nobre da Câmara Municipal. Era interessante saber quantos estudantes lá se deslocariam. De qualquer modo pode ter sido o começo da descentralização das sessões da Assembleia Municipal, permitindo ao cidadão das pequenas freguesia do concelho apreciar uma das faces da nossa democracia. 

 

Carlos Canas 

publicado por Café de Lepes às 01:10
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04
Mar 11

Comemoram-se hoje dez anos sobre o terrível  desmonoramento da ponte sobre o rio Douro que originou mais de meia centena de mortes. Na nossa memória, para além do luto que cobriu tantas famílias, resta o massacre que diariamente, e durante tanto tempo, as televisões e as rádios, ao almoço e ao jantar, exerceram em nós a darem-nos directos sobre o nada. Dez anos são passados e, uma vez mais, rádios e televisões, caíram em Castelo de Paiva, para nos violentar com reportagens que, e cinco minutos bastariam, para recordar aquele horrendo dia.

 

Julião Mora  

publicado por Café de Lepes às 12:49
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01
Mar 11

Até que enfim o pequeno folheto Animação, pomposamente denominado agenda de eventos (mas que eventos...) chega às mãos do, como se usa dizer, público alvo, atempadamente. A Animação, agora bimensal, relativa aos meses de Março e Abril de 2011, foi distribuída pela primeira vez no mês anterior ao início das actividades anunciadas. É uma melhoria. Aprecio sobremaneira aquela distinção que, a páginas tantas, se faz entre idosos institucionalizados e não institucionalizados com mais de 65 anos. Por favor, expliquem aos idosos com mais de 65 anos se se trata de uma escolha entre os que frequentam (ou frequentaram) um Instituto Politécnico e os que não fizeram estudos superiores.

 

Tiago Paisana  

publicado por Café de Lepes às 23:23
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