Botequim ordinário, onde se vendia o café a dez reis cada xícara.

31
Jul 10

Autarca. Presidiu ao Município de Santarém durante o período de 1977 a 1992. Resignou em 1992 em favor do seu vice-presidente e delfim, José Miguel Noras, quando a doença de Parkinson, de que viria a falecer, inicia o processo de degradação. Deputado na primeira Assembleia Constituinte. Exerceu cargos directivos na Associação Nacional de Municípios. Dirigente nacional, distrital e concelhio do Partido Socialista. Desenvolveu uma obra notável em prol da população e do concelho de Santarém. Em 10 de Junho de 1992, por decisão do então Presidente da República, Mário Soares, foi agraciado com o grau de comendador da Ordem de Mérito. Faleceu aos 74 anos, em Santarém, no passado dia 23.

publicado por Café de Lepes às 09:59
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No Restaurante Casa Velha o colectivo "Pint'Arte - Associação de Artistas", com sede em Chão de Codes, expõe trabalhos de pintura de alguns dos seus membros. Exposição a não perder, atendendo ao interesse  de alguns dos quadros.

publicado por Café de Lepes às 09:54
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29
Jul 10

Talvez muitos se questionem se a abertura de uma escola de condução deveria merecer a atenção do blogger. Efectivamente as mais valias que trará serão de pouca monta, dois ou três postos de trabalho e pouco mais. Não pouco será a comodidade que para os eventuais candidatos à obtenção da carta para conduzir isso trará.

Mas numa Terra onde, dia após dia, as actividades industriais e comerciais se extinguem, é importante relevar quem ainda arrisque investir neste concelho moribundo e só por essa coragem se dá aqui nota.

Durante mais de três décadas funcionou a Escola S. Bartolomeu, e graças a ela muitos de nós obtivemos a desejada cartolina vermelha. Falta de alunos e má gestão, referiu-se na altura, determinaram, há já alguns anos, o seu encerramento. Pelo que se anuncia, breve, essa falta será colmatada.

publicado por Café de Lepes às 16:10
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Economista, advogado, professor universitário, investigador, autor de inúmeras obras e colaborador activo de diversos jornais e revistas, sobre temas em que era especialista, faleceu em Lisboa a 14 de Julho, aos 81 anos.

Nasceu em Loulé, no seio de uma família de parcos recursos, o que não lhe permitiu prosseguir os estudos. Já em Lisboa, para onde se tinha mudado,  experimentou diversas situações laborais,  pôde, como trabalhador-estudante, começar a estudar de novo,  frequentando o Instituto Comercial, e mais tarde, o Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, onde se licenciou. Anos depois, completaria o  curso de Direito na Universidade Clássica de Lisboa. Obteve, ainda, um doutouramento em Gestão no Instituto Superior de Economia e Gestão. Cumpriu o serviço militar na Escola Prática de Administração Militar. Trabalhou na Câmara Municipal de Lisboa e no Grupo CUF. Entre muitas actividades docentes, foi professor de Fiscalidade e Gestão Financeira na Universidade Católica de Lisboa. Criou uma empresa de consultadoria, Rogério Fernandes Ferreira,  Associados, Lda., vocacionada para as áreas de Fiscalidade e Gestão, tendo pautado sempre essa actividade por um elevado sentido ético.

publicado por Café de Lepes às 16:06
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28
Jul 10

 

 

ESTRELA

 

Tu. Tu de luz. Agressivo

ponto de amor. Rompes lábios

celestes. E ninguém sabe os

limites de ti. Que vivo

longe arrastas a presente,

com tal paixão, que se sente

o teu coração aqui.

Coração que os beijos mordem

com tal vento de desordem

que os lábios chegam a ti.

 

In Tréguas para o Amor - 1958

 

* Grande Prémio de Poesia 2010 da Associação Portuguesa de Escritores

 

 

publicado por Café de Lepes às 01:13
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27
Jul 10

 

 

Naquele ano, fazia tanto calor que se tornava impossível não sair todas as tardes, e parecia a Ginia nunca ter compreendido antes o Verão,  tão bom era sair à noite para passear debaixo das árvores das avenidas. Às vezes pensava que aquele Verão nunca mais acabaria, e ao mesmo tempo dizia para consigo que tinha de o aproveitar depressa, pois, com a mudança da estação, alguma coisa ia suceder. Por isso já não acompanhava Rosa à antiga sala de baile ou ao cinema do bairro, mas saía às vezes sozinha e enfiava-se num cinema do centro.

 

In O Verão - Portugália Editora 1965

publicado por Café de Lepes às 17:51
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26
Jul 10

 

 

Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles: aliás não tereis galardão junto do vosso Pai, que está nos céus.

Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada ocultamente: e teu Pai, que vê em segredo, te recompensará publicamente.

 

In Evangelhos - S. Mateus 6. 1 a 4

publicado por Café de Lepes às 10:24
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25
Jul 10

 

Muito justamente o Bispo Auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, numa intervenção pública, solicitou aos políticos para abdicarem de 20% dos seus rendimentos e os destinarem a um  Fundo Social de auxílio à pobreza.

Poderia e deveria ter ido mais longe aquele prelado e estender o seu pedido a todos aqueles que auferem elevados vencimentos, tão desproporcionados ao nosso nível de vida, que origina  um sentimento de revolta em grande parte dos portugueses, pois o fosso entre ricos e pobres alargou-se, de uma maneira brutal, em relação ao tempo do Estado Novo.

As preocupações da Igreja relativamente às grandes dificuldades que parte substancial dos portugueses está atravessando, são legítimas e devem ser tomadas em consideração.

Soube-se, entretanto, que neste tempo de crise e grandes carências, a recente visita ao nosso País do Papa Bento XVI custou, por cada dia, o enorme valor de 37 milhões de euros.

Sem qualquer preconceito religioso, custa a aceitar que a Igreja Católica, nos tempos de profunda crise económica que avassala o Mundo, não pese o custos das deslocações papais e evite dar de si a imagem chocante de desconhecimento da realidade actual.

publicado por Café de Lepes às 01:41
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23
Jul 10


 

Não posso adiar o amor para outro século não posso

ainda que o grito sufoque na garganta

ainda que o ódio estale e crepite e arda

sob montanhas cinzentas

 

não posso adiar este abraço

que é uma arma de dois gumes

amor e ódio

 

não posso adiar

ainda que a noite pese séculos sobre as costas

e a aurora indecisa demore

não posso adiar para outro século a minha vida

nem o meu amor

nem o meu grito de libertação

 

 

Não posso adiar o coração

 

In "O Grito Claro" - 1958

publicado por Café de Lepes às 17:49
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O Senhor Presidente, à custa do erário público, isto é, à custa dos impostos que a arraia miúda paga, foi um ano mais "turismar" na Espanha e França.

Quantos anos leva já o Senhor Presidente a viajar pela Europa à nossa conta? São tantos que se lhes perdeu o número.

O Estado está falido, o Presidente Cavaco Silva, por palavras veladas, já o afirmou, contudo há sempre dinheiro para aqueles que se auto-intitulam "eleitos do povo" gozarem à pala dos otários.


publicado por Café de Lepes às 17:47
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Vila e sede de concelho, o território de Mação pertence ao distrito de Santarém e à província da Beira Baixa. Os campos em redor estavam outrora cobertos de castanheiros e sobreiros, substituídos agora por pinhais.

É uma zona arqueológica e paleontologicamente muito rica. A proximidade do Tejo, a existência de ouro e a relativa fertilidade do solo atraíram desde muito cedo povos que aqui se fixaram, como indicam as antas, os abrigos, os esconderijos e os castros, que na toponímia local tomam o nome de castelos e que forneceram vasto espólio arquelógico.

São sobretudo de considerar os vestígios do período romano. Foi este povo que aqui desenvolveu a agricultura e introduziu o olival. Sabe-se que os Romanos criavam cabras e abelhas, pois negociavam em cera, mel e queijos.

 

In "À Descoberta de Portugal", edição de 1982

publicado por Café de Lepes às 17:44
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A Feira de Santo Aleixo, ou Feira de Julho, foi instituída por proposta do então vereador Manuel Marques, nos idos anos 60, do século XX.

Ainda que nos primeiros tempos de vida tivesse alguma afluência, jamais conseguiu impor-se no calendário das nossa feiras. A época do ano, nestes territórios continentais, de elevada canícula, convida mais a uma sombra ou a  uma sesta, do que a uma visita à Feira.

Ano após ano a Feira de Santo Aleixo fenece, menos feirantes, menos visitantes, como, desgraçadamente, se constatou no último domingo.

No decorrer deste ano, por adjudicação a um privado, surgiram implantados nas principais ruas, uns denominados porta-estandartes, mais bem apropriados a Óbidos, do que a a esta vila bem pouco medieval, que servem para publicitar os diversos eventos a acontecer na Terra.

A Feira de Julho, mal ou bem, deve ser considerada uma manifestação a merecer o interesse das gentes do concelho. Não se conhecendo os critérios que regem a utilização dos porta-estandartes, o facto é que não apresentaram qualquer publicidade à Feira, que nesta terra de parcas manifestações é, de facto, um acontecimento.

E a terminar, estranha-se que, sendo o campo da feira uma área ampla,  haverá, certamente, soberanas razões a permitir a instalação de churrascarias ambulantes e exposição de variadas máquinas agrícolas no Largo dos Bombeiros Voluntários. Existindo de facto espaço, tudo levaria a considerar a velha máxima adaptada, "à Feira o que é da  Feira".

publicado por Café de Lepes às 17:39
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A las cinco de la tarde.

Eran las cinco en punto de la tarde

Un niño trajo la blanca sábana

a las cinco de la tarde.

Una espuerta de cal ya prevenida

a las cinco de la tarde.

Lo demás era muerte y solo muerte

a las cinco de la tarde.

 

El viento se llevó los algodones

a las cinco de la tarde.

Y el óxido sembró cristal y níquel

a las cinco de la tarde.

Ya luchan la paloma y el leopardo

a las cinco de la tarde.

Y un muslo con una asta desolada

a las cinco de la tarde.

Comenzaron los sones de bordón

a las cinco de la tarde.

 

Fragmento do Llanto por Ignacio Sánchez Mejías

publicado por Café de Lepes às 11:51
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22
Jul 10


 

De manhã à noite, jornais, rádios e televisões, bombardearam-nos com as alterações à Constituição, que o PSD pretende levar a efeito.

Para que uma revisão constitucional se torne válida, será necessário ser aprovada por dois terços dos deputados da Assembleia da República.

Ora as mudanças que o PSD deseja operar só terão valimento se obtiverem o apoio do PS. Aparentemente os socialistas já se manifestaram contrários a tais mudanças, afirmando que "são graves porque constituem um atentado aos direitos sociais" e, acrescentando, que aumentar os poderes do Presidente da República é "grave pelo desequilíbrio que institui no sistema político".

O PS enfrenta um grave problema dentro de poucos meses, a aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2011, que somente poderá ser viabilizado com o apoio do PSD, votando a favor ou abstendo-se. Como infelizmente os nossos políticos já nos acostumaram às mais piramidais cambalhotas, aguardemos algum tempo para ver o que sucederá.

publicado por Café de Lepes às 01:22
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Diz-se por aí, mas esta é uma terra em que os boatos e mentirolas são mais que as andorinhas, que a Junta de Freguesia vai mudar as suas instalações para a antiga dependência da Caixa Geral de Depósitos, ali na denominada Praça. Não parece que as actuais instalações da Junta, construídas para o efeito, sejam tão deficientes que justifiquem uma mudança, naturalmente acarretando elevados encargos financeiros.

O Estado, e os seus tentáculos, atravessam uma grave crise financeira, que todos já sentem nos bolsos, IRS e IVA, principiaram a fazer notar os seus maléficos efeitos nos orçamentos domésticos. Nesta fase difícil do País, deveria o Estado e tudo o que ele significa, mostrar vontade de refrear as suas despesas, contudo olha-se ao redor e não se vê a menor intenção de, por algum tempo - um, dois anos - suspender aqueles gastos que não parecem essenciais. O tempo dos sacrifícios toca apenas o povoléu que, com os seus impostos, alimenta o Estado gastador.

publicado por Café de Lepes às 00:24
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